Num impulso, a incrível a sensação
De conduzir a vida em contra-mão
Desprendida de normas e de idades
Dirigida pelos sonhos e vontades
E se simplesmente parasse de conduzir,
Me sentasse descontraída e me deixasse ir?
Voltasse a ser novamente uma criança
Sem preocupação de como a vida avança?
E se ficasse sentada num carrossel
Girando em ilusões e fantasias de mel
Livrando-me das tempestades da vida em fel
Ao libertar nos céus um papagaio de papel?
E a cada volta do carrossel girando
Mais longe o meu eu ia avançando
Reencontrando a doce parte adormecida
Da criança e da inocência perdida
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